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Conheça a residência médica em Cirurgia Geral
Publicado em 10/07/2025
por Goya Conteúdo Agência

O fim do curso de Medicina marca a chegada de uma das etapas mais importantes da carreira de um futuro médico: a escolha de uma especialidade para fazer residência. Uma das opções mais populares é a Cirurgia Geral.
Segundo a pesquisa de Demografia Médica no Brasil em 2024, realizada pela Associação Médica Brasileira (AMB), a Cirurgia Geral foi a terceira especialidade mais escolhida pelos residentes, atrás apenas de Clínica Médica e Pediatria.
Confira, no texto a seguir, como funciona essa especialidade e as possibilidades de carreira que ela oferece.
O que é a residência médica?
A residência médica é uma etapa crucial na formação de médicos especialistas. Após a conclusão do curso de Medicina, os estudantes podem realizar uma especialização dentro da sua área de interesse.
Durante a residência, o médico é exposto a situações reais de atendimento, sob supervisão de profissionais experientes, o que permite que ele aprimore suas habilidades.
Além disso, essa etapa permite que o aluno participe de aulas teóricas e apresentações de casos clínicos, ampliando o conhecimento e a visão do mundo médico.
É importante ressaltar que, assim como é necessário realizar o vestibular de Medicina para entrar na graduação, é preciso fazer uma nova prova de admissão na residência médica.
O que é a Cirurgia Geral?
A Cirurgia Geral é a área básica da medicina cirúrgica, onde os profissionais aprendem a operar diversas partes do corpo. Ela também é pré-requisito para qualquer subespecialidade cirúrgica, sendo este um dos motivos de ter uma das maiores concorrências.
O cirurgião realiza atendimentos ambulatoriais, plantões em emergências de pronto-socorros e cirurgias eletivas. A remuneração varia conforme a instituição, mas tem uma média de R$ 8.461,00, com uma carga horária de 20 a 22 horas semanais.
Habilidades necessárias para um cirurgião

A habilidade manual é uma das características mais importantes para um cirurgião. Ela pode ser adquirida justamente na vivência prática durante a residência médica.
Porém, o conhecimento profundo de técnicas operatórias não é suficiente se não estiver atrelado a um diagnóstico correto e à indicação precisa de uma cirurgia. O controle dos eventos endócrino-metabólicos do pré e pós-operatório e o manejo de pacientes que necessitam de operações, programadas ou não, devem ser perfeitamente dominados pelo cirurgião.
A atuação médica, de forma geral, também demanda conviver com várias pessoas. Por isso, é muito importante que o profissional tenha empatia, inteligência emocional e agilidade na tomada de decisões.
Como é a residência em Cirurgia Geral?
Em média, a residência médica em Cirurgia Geral tem duração de três anos. Dessa forma, ao completar essa etapa, o médico conquista o título de cirurgião.
Durante esse período, o residente passará por plantões de emergência e de sobreaviso, além de atendimentos ambulatoriais e cirurgias de urgência e eletivas. Todas essas etapas são divididas ao longo dos três anos, com a complexidade aumentando gradativamente.
Durante o primeiro ano (R1), o foco da residência médica em Cirurgia Geral será em consultas eletivas e avaliações pré-operatórias no ambulatório, além da internação e acompanhamento de pacientes cirúrgicos na enfermaria.
No segundo ano (R2), o residente começa a supervisionar os R1. Ele passará menos tempo no ambulatório e na enfermaria, e mais tempo dentro do centro cirúrgico. Também poderá realizar cirurgias mais simples sem supervisão.
No último ano, o residente de Cirurgia Geral supervisionará os R2 e R3 no ambulatório e na enfermaria. Ele passará a maior parte do seu tempo no centro cirúrgico, operando. Ainda realizará plantões de emergência.
Subespecialidades cirúrgicas
Ao fim da residência, o cirurgião pode optar por diversas subespecialidades. Entre elas estão:
- Cirurgia cardiovascular;
- Cirurgia vascular;
- Cirurgia plástica;
- Cirurgia pediátrica;
- Cirurgia torácica;
- Urologia;
- Mastologia.
É importante que o cirurgião tenha domínio dos procedimentos básicos de diversas áreas, pois, na ausência de um subespecialista, esses procedimentos ficam sob responsabilidade de um cirurgião geral.
Mercado de trabalho
Na maioria das vezes, a carreira do cirurgião geral se inicia no hospital, em plantões de emergência. Em grandes centros urbanos, a demanda por esses profissionais costuma ser grande.
O cirurgião também pode se dedicar às atividades de consulta e cirurgias eletivas. Assim, o profissional desenvolve o ensino clínico e a técnica operatória, assumindo progressivamente casos mais complexos.
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