Fisioterapia
Pesquisa e iniciação científica fortalecem formação acadêmica no curso de Fisioterapia do UNIFAGOC
Publicado em 24/07/2026
por Patrick Reis Santos
O curso de Fisioterapia do UNIFAGOC vem ampliando a participação de seus acadêmicos em projetos de iniciação científica, aproximando os estudantes da pesquisa, da prática baseada em evidências e da produção de conhecimento aplicado à área da saúde.
Sob orientação do professor Thiago Ferreira Timóteo, os trabalhos desenvolvidos têm como foco principal a recuperação após a prática de exercícios físicos e a busca por estratégias capazes de reduzir a dor muscular de início tardio, especialmente após atividades de maior intensidade.

A iniciativa está relacionada ao pós-doutorado realizado pelo professor no Programa de Ciência da Reabilitação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e já resultou na realização de diferentes projetos de iniciação científica desenvolvidos em parceria com os acadêmicos do UNIFAGOC.
PESQUISAS VOLTADAS À RECUPERAÇÃO MUSCULAR
A dor muscular de início tardio é uma resposta que pode ocorrer após a realização de exercícios físicos mais intensos, geralmente percebida entre 24 e 48 horas após a atividade. Embora não represente necessariamente uma lesão, ela pode provocar desconforto e redução do desempenho físico, especialmente em atletas e pessoas submetidas a esforços elevados.
A partir desse contexto, as pesquisas orientadas pelo professor Thiago buscam investigar a eficácia de recursos utilizados pela Fisioterapia para auxiliar na recuperação muscular e reduzir os efeitos desse processo.
“Depois de uma atividade física intensa, existe uma tendência de gerar dor muscular de início tardio. Ela não é necessariamente uma lesão, mas um processo de adaptação. Principalmente para atletas de alto nível, é importante buscar formas de diminuir essa dor e a queda de desempenho após um exercício mais extenuante”, explica o professor.
COMPRESSÃO PNEUMÁTICA É INVESTIGADA EM DIFERENTES ESTUDOS
Entre os recursos investigados está a compressão pneumática, técnica que utiliza equipamentos com câmaras de ar que realizam uma compressão sequencial dos membros. A pesquisa busca verificar se o recurso pode contribuir para uma recuperação mais rápida e para a redução da dor muscular após a indução de um protocolo de exercício.
Um dos projetos já concluídos avaliou o efeito da compressão pneumática sobre a dor muscular de início tardio no músculo tríceps sural, região correspondente à musculatura da panturrilha. O estudo contou com a participação dos acadêmicos Gabriel Silva e Maria Paula Soares, sob orientação do professor Thiago.
Outro projeto em andamento é o de terapia por ondas de choque e seus possíveis efeitos sobre a dor muscular de início tardio no tríceps sural. O projeto conta com a participação de Maria Paula Soares de Carvalho e Gabriel da Silva de Lima Ferreira.

A terapia por ondas de choque é um recurso utilizado em diferentes áreas da Fisioterapia, incluindo o tratamento de lesões musculares e tendinopatias. A pesquisa busca investigar uma nova possibilidade de aplicação da técnica, avaliando seus efeitos na recuperação muscular após exercícios.
NOVOS PROJETOS EM DESENVOLVIMENTO
Além do trabalho já concluído e da pesquisa com terapia por ondas de choque, outros projetos de iniciação científica estão em andamento ou em fase de início.
Um deles investiga o efeito da compressão pneumática sobre a dor muscular de início tardio no músculo quadríceps de indivíduos saudáveis, também por meio de um ensaio clínico randomizado. O estudo conta com a participação dos acadêmicos Eduardo Ferrari Monteiro e Bruno Marcato Vieira.
Outro projeto, que ainda será iniciado, possui o mesmo tema e objetivo de investigação sobre a compressão pneumática e o músculo quadríceps. A pesquisa será desenvolvida pelos acadêmicos João Pedro de Souza Simão e Grasiani Aparecida da Silva, também sob orientação do professor Thiago.
PARTICIPAÇÃO DE VOLUNTÁRIOS
Para a realização desses estudos, os pesquisadores contam com a participação de voluntários, que são pessoas convidadas a integrar a pesquisa e que atendem aos critérios estabelecidos para cada investigação. A participação permite que os pesquisadores acompanhem os efeitos dos protocolos aplicados e comparem os resultados obtidos entre os diferentes grupos analisados.
Os interessados em participar como voluntários podem procurar o curso de Fisioterapia do UNIFAGOC para obter mais informações sobre os projetos em andamento, os critérios de participação e as formas de inscrição.

INICIAÇÃO CIENTÍFICA NA FORMAÇÃO DOS ACADÊMICOS
Os projetos fazem parte de uma linha de pesquisa voltada à recuperação pós-exercício e representam uma oportunidade para que os estudantes vivenciem, na prática, diferentes etapas da produção científica, desde a elaboração e execução dos protocolos até a análise dos resultados.
“Essas pesquisas têm sido desenvolvidas junto com os alunos de iniciação científica e fazem parte de um grande projeto de pesquisa relacionado ao meu pós-doutorado. É uma oportunidade para que eles participem diretamente da produção científica e entendam como a pesquisa pode contribuir para uma prática fisioterapêutica cada vez mais baseada em evidências”, destaca.
Atualmente, os projetos desenvolvidos sob sua orientação contemplam diferentes abordagens para investigar a recuperação muscular, permitindo que os acadêmicos tenham contato com recursos e metodologias de pesquisa aplicados à Fisioterapia. Segundo a diretora do curso de Fisioterapia, Francielle Arantes, a participação dos acadêmicos em projetos de iniciação científica é motivo de grande satisfação e representa uma importante oportunidade para fortalecer a formação dos estudantes.
“Enquanto diretora do curso de Fisioterapia, fico extremamente feliz em ver nossos acadêmicos participando de projetos de iniciação científica. A pesquisa é um dos pilares da formação universitária, pois estimula o pensamento crítico, fortalece a prática baseada em evidências e contribui para a formação de fisioterapeutas mais preparados para os desafios da profissão.
Também é motivo de grande satisfação contar com docentes que incentivam e oportunizam essa vivência aos nossos alunos. O comprometimento dos professores em orientar, acolher e estimular a produção científica faz toda a diferença na construção de uma formação de excelência.
Parabenizo todos os envolvidos por fortalecerem a cultura da pesquisa em nosso curso. Tenho certeza de que essas experiências deixarão um legado importante na trajetória acadêmica e profissional dos nossos estudantes, além de contribuírem para o crescimento da Fisioterapia e da nossa instituição.”
