Fisioterapia

Professora da Fisioterapia UNIFAGOC conquista 1º lugar em congresso internacional de Engenharia Médica e Física

Publicado em 19/05/2026
por Aline Ceolin

 

A professora Mariana Souza do curso de Fisioterapia do UNIFAGOC, conquistou o 1º lugar entre os melhores trabalhos na modalidade pôster durante o 20th Global Medical Engineering Physical Exchanges / Pan American Healthcare Exchanges – GMEPE/PAHCE 2026.

 

O congresso internacional foi realizado entre os dias 6 e 10 de abril, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

 

O evento reuniu pesquisadores, professores e profissionais de diferentes países para debates e apresentações voltadas às áreas de engenharia biomédica, tecnologia em saúde, física médica e inovação aplicada à reabilitação e assistência em saúde.

 

TRABALHO

 

Durante o congresso, a docente apresentou o trabalho “SPECTRAL F-TEST TO ASSESS CORTICAL ACTIVITY DURING VIRTUAL-REALITY REHAB CARD GAME”, desenvolvido a partir de sua pesquisa de doutorado.

 

Segundo Mariana, o estudo investiga o comportamento cortical durante um jogo de reabilitação com realidade virtual desenvolvido pela equipe de pesquisa.

 

Este trabalho trata-se de investigação sobre o comportamento cortical durante um jogo de reabilitação com realidade virtual que nós desenvolvemos, utilizando eletroencefalografia. O objetivo foi analisar como diferentes níveis de dificuldade de uma tarefa com realidade virtual podem influenciar a atividade cerebral, especialmente em regiões relacionadas ao controle motor, atenção e processamento cognitivo. O estudo também buscou explorar o potencial da realidade virtual como ferramenta complementar na neurorreabilitação”, explica a docente.

 

PESQUISA E INOVAÇÃO

 

A professora destaca que a pesquisa surgiu a partir do interesse em ampliar o acesso às tecnologias voltadas para reabilitação.

 

A ideia inicial foi desenvolver um jogo de realidade virtual acessível para que as pessoas pudessem utilizar em suas casas, a partir do crescente interesse no uso de tecnologias imersivas na reabilitação, especialmente da realidade virtual associada à neurociência. Observamos que muitos estudos demonstram benefícios motores e cognitivos relacionados aos jogos terapêuticos, mas ainda existem desafios para compreender de forma mais detalhada a resposta cortical a essas atividades. Assim, buscamos desenvolver um protocolo que integrasse realidade virtual, captura de movimento e análise eletroencefalográfica, permitindo investigar a atividade cortical durante uma tarefa com realidade virtual”, afirma a professora.

 

A participação no congresso também proporcionou importantes trocas acadêmicas e profissionais.

 

Participar do congresso foi uma experiência extremamente enriquecedora, tanto do ponto de vista científico quanto profissional. O evento reuniu pesquisadores, professores e profissionais de diferentes países, permitindo a troca de conhecimentos e discussões sobre tecnologias inovadoras aplicadas à saúde. Além disso, foi oportunidade muito importante para apresentar parte da minha pesquisa de doutorado”, destaca Mariana.

 

RECONHECIMENTO

 

Para a docente, receber o prêmio em um Congresso internacional representa o reconhecimento da relevância científica da pesquisa.

 

É muito gratificante ver que minha pesquisa de doutorado está sendo reconhecida no meio acadêmico, principalmente entre tantos trabalhos de excelência que foram apresentados. Ser premiada em um congresso internacional demonstra a relevância científica do estudo e reforça a importância da pesquisa interdisciplinar envolvendo fisioterapia, neurociência e tecnologia. Além disso, é motivação para continuar investindo na produção científica e no desenvolvimento de soluções inovadoras voltadas para a saúde e reabilitação”, ressalta.

 

Mariana também destaca os impactos da conquista para o curso de Fisioterapia e para o UNIFAGOC.

 

Na minha visão, ter profissional que recebe prêmios pelo trabalho desenvolvido é sinal que o curso e a Instituição têm profissionais que qualidade no corpo docente, e que são atualizados e engajados com a ciência. Essa conquista fortalece a visibilidade do curso de Fisioterapia e evidencia o potencial da Instituição na produção científica e no incentivo à pesquisa. Também demonstra que a fisioterapia está cada vez mais integrada às tecnologias inovadoras e às abordagens interdisciplinares em saúde. Para o UNIFAGOC, é uma forma de representar a qualidade da formação acadêmica e o incentivo ao desenvolvimento científico, aproximando ensino, pesquisa e inovação”, completa a professora.

 

 

FORMAÇÃO ACADÊMICA

 

A docente reforça que a pesquisa científica possui papel essencial na formação dos estudantes da área da saúde.

 

É impossível separar prática e ciência. A pesquisa científica contribui diretamente para o desenvolvimento do pensamento crítico, da capacidade analítica e da busca por evidências científicas para fundamentar a prática profissional. Além disso, permite que os estudantes tenham contato com metodologias de investigação, inovação tecnológica e produção de conhecimento. Esse processo fortalece a formação acadêmica e prepara profissionais mais capacitados para atuar de forma ética, atualizada e baseada em evidências, buscando o melhor para o paciente”, explica.

 

Segundo Mariana, experiências acadêmicas e científicas também fortalecem a integração entre ensino, pesquisa e inovação dentro da Instituição.

 

Experiências como essa aproximam os estudantes e professores das demandas atuais da ciência e da tecnologia em saúde. A participação em projetos científicos e eventos internacionais estimula a produção de conhecimento, a troca de experiências e o desenvolvimento de soluções inovadoras aplicáveis à prática clínica. Isso fortalece essa integração, contribuindo para formação acadêmica mais completa e conectada com os avanços científicos e tecnológicos”, afirma a docente.

 

DICAS

 

A professora também deixa dicas para os estudantes que desejam seguir o caminho da pesquisa científica.

 

Minha principal dica é NUNCA parar de estudar! O conhecimento não tem fim! A pesquisa científica exige dedicação e persistência, mas é um processo extremamente enriquecedor e gratificante. Buscar grupos de pesquisa, participar de projetos, eventos científicos e manter contato com professores pesquisadores faz muita diferença. Além disso, é importante entender que a pesquisa vai além da produção de artigos: ela desenvolve raciocínio crítico, criatividade e a capacidade de buscar soluções para problemas reais e isso é fundamental na área da saúde”, finaliza Mariana.

 

A conquista reforça o compromisso do UNIFAGOC com a produção científica, a inovação tecnológica e a formação de profissionais preparados para atuar de forma integrada às transformações da saúde contemporânea.