Medicina

Conteúdo sobre medicina para as redes sociais: como fazer com ética e responsabilidade

Publicado em 19/03/2026
por Blog UNIFAGOC

redes sociais

 

Ao longo do tempo, as redes sociais se transformaram em relevante vitrine para profissionais e empresas mostrarem seus trabalhos e se conectarem com o público. 

 

No caso da produção de conteúdo sobre medicina para Instagram, YouTube, entre outras plataformas, no entanto, médicos e estudantes da área precisam estar atentos a algumas regulamentações, como as definidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

 

Publicada com a intenção de padronizar e modernizar a publicidade médica nas redes sociais, a resolução nº 2.336/2023, em vigor desde março de 2024, permite maior flexibilidade na divulgação de procedimentos, estabelecendo regras claras relacionadas a limites éticos, critérios científicos, normas de conduta e boas práticas de divulgação.

 

Para esclarecer as dúvidas mais recorrentes desse debate tão atual sobre o trabalho médico, o blog do UNIFAGOC apresenta a seguir as principais informações. 

 

Por que a produção de conteúdo sobre medicina nas redes sociais é relevante ao profissional? 

 

A produção de conteúdo como vídeos, fotos e textos relacionados à área da medicina para as plataformas digitais é atualmente uma realidade para muitos médicos.

 

Esta atividade digital intensa destes profissionais no Brasil é confirmada pela pesquisa desenvolvida pela Refinaria de Dados, com a participação de mais de 56,6 mil entrevistados. Segundo os dados, cerca de 37% dos médicos publicam conteúdo em redes sociais. 

 

Desse modo, a alta participação médica nas plataformas é consequência da busca por informação confiável por parte da população em assuntos relacionados à saúde e bem-estar, em combinação ao acesso cada vez mais amplo por parte dos brasileiros à internet.

 

De acordo com uma pesquisa do Datafolha, 53% dos brasileiros usam redes sociais para se informar sobre doenças e assuntos de saúde. Entre os mais jovens, esse índice chega a 66%, o que demonstra que a busca por explicações rápidas e acessíveis sobre saúde na internet é um comportamento que está consolidado.

 

O uso ético e coerente das redes sociais é importante não somente para os profissionais, mas também para a saúde pública em geral. Veja os principais benefícios:

 

  • Visibilidade e alcance: as plataformas permitem que médicos alcancem público muito maior do que no ambiente físico, tornando o trabalho mais conhecido;
  • Construção de autoridade na área de saúde: ao compartilhar conteúdos baseados em evidências, o profissional se posiciona como referência, fortalecendo sua credibilidade perante pacientes e colegas;
  • Educação e conscientização da população: o uso correto das redes potencializa  explicação eficiente sobre doenças, tratamentos e prevenção de forma acessível, contribuindo diretamente para a saúde pública; 
  • Combate à desinformação: o alto volume de informações incorretas na internet posiciona os médicos dentro de um papel em levar conteúdos confiáveis e cientificamente embasados;
  • Fortalecimento do relacionamento com o público: a produção de conteúdo aproxima o médico das pessoas, gerando confiança e humanização no atendimento;
  • Geração de oportunidades profissionais: uma presença digital consistente pode ampliar a oportunidade de convites para palestras, parcerias, projetos e até novos pacientes, sempre respeitando as normas das entidades como o CFM.

 

Diretrizes do CFM que orientam a atuação médica nas redes sociais

 

Os profissionais que querem divulgar a atuação médica nas redes sociais precisam, desde março de 2024, seguir uma série de medidas claras.

 

Ao mesmo tempo que ajudam a aproximar a medicina da população por meio da transparência, essas regras protegem o paciente e garantem a credibilidade da profissão, mantendo a proibição do sensacionalismo e da mercantilização da área.

 

A resolução é resultado de um processo que durou mais de três anos, após uma consulta pública que recebeu 2,6 mil sugestões, além de ouvir as sociedades médicas.

 

O que os médicos podem fazer

 

A divulgação da prática clínica nas plataformas pode ter:

 

  • Post nas redes sociais com antes e depois, com permissão do paciente e desde que seja em tom educativo, sem manipulação na edição da imagem e que explique as possíveis complicações do procedimento;
  • Selfie com pacientes celebridades após a prática clínica e também vídeos com depoimentos, desde que não garanta ao público algum tipo de resultado;
  • Divulgação das imagens da clínica e instrumentos de trabalho;
  • Veiculação de preços de consultas, endereço e telefone de contato;
  • Indicação de produtos medicinais, desde que seja de forma educativa e que explique como ele pode ajudar a saúde, sem uma relação direta de venda;
  • Compartilhamento dos resultados positivos do próprio trabalho, com os pacientes mostrando o resultado do trabalho feito, desde que com autorização.

 

O que os médicos não podem fazer

 

Já por outro lado, as diretrizes não permitem que o médico:

 

  • Venda ou comercialize qualquer tipo de produto, como remédios, suplementos, ativos para emagrecimento, entre outros;
  • Desaconselhe, em nenhuma hipótese, o paciente a não tomar vacina, seja ela qual for, ou ainda contraindique qualquer tratamento que seja comprovado cientificamente e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
  • Garanta resultados positivos aos pacientes, já que cada organismo reage aos procedimentos de forma individual;
  • Informe o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), pois segundo o CFM é entendido que existe uma diferença entre pós-graduado e especialista.

 

Como se comunicar de forma acessível ao público sem perder o rigor científico?

 

Produzir temas médicos para as redes sociais de forma em que exista autoridade e acessibilidade (inclusive com o uso de trends e conteúdo de humor), sem perder o rigor científico, é um equilíbrio entre linguagem simples e responsabilidade técnica.

 

Para não cair na superficialidade, em primeiro lugar uma estratégia prática é evitar posts com muitos jargões técnicos, mas sem distorcer o conteúdo, trocando termos um pouco mais complexos por explicações claras, mantendo a precisão.

 

Uma dica importante também é a utilização de exemplos do cotidiano nas publicações, uma vez que ajudam o público a entender conceitos difíceis, como por exemplo a comparação de colesterol alto ao “acúmulo de gordura nos canos”.

 

Outras orientações para a produção de conteúdo são:

 

  • Estruture a informação em partes curtas, dividindo o conteúdo em tópicos, séries ou vídeos curtos;
  • Baseie-se sempre em evidências científicas, utilizando fontes confiáveis, diretrizes médicas e estudos atualizados;
  • Deixe claro o caráter educativo, com reforço de que aquele conteúdo não substitui a consulta médica;
  • Evite sensacionalismo, sem promessas milagrosas, exageros ou títulos alarmistas;
  • Use recursos visuais como infográficos, animações e legendas para facilitar a compreensão;
  • Revise as publicações antes de elas ganharem as mídias sociais, mesmo que a responsabilidade pela postagem seja de um profissional ou agência contratada.

 

Venha para o UNIFAGOC e comece sua carreira em um dos melhores cursos de Medicina do Brasil

 

Com a nota máxima (5) no Conceito Preliminar de Curso (CPC), e o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) do Ministério da Educação (MEC), o curso de Medicina do UNIFAGOC consegue preparar o futuro médico para os desafios da prática médica.

 

Essa nota reflete como o curso de Medicina do UNIFAGOC vai além das notas: ele integra teoria, prática e humanização desde os primeiros semestres, originando profissionais com habilidades clínicas e alinhados aos desafios éticos.

 

No Enamed 2025, o curso alcançou conceito 4 e passou a integrar um grupo restrito de instituições com desempenho reconhecido nacionalmente.

 

Conheça o curso, reconhecido nacionalmente, e prepare-se para uma carreira de sucesso.