CEP
Professora da Medicina representa o UNIFAGOC em novo Congresso nacional e relembra premiação conquistada em 2024
Publicado em 25/11/2025
por Aline Ceolin

A professora assistente do curso de Medicina e coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEP), Gisele Aparecida Fófano, participou do Congresso Brasileiro de Psiquiatria (CBP) 2025, o XLII CBP, realizado no Riocentro Convention Center, no Rio de Janeiro, entre os dias 5 e 8 de novembro. A docente retornou ao evento após conquistar, no ano anterior, o primeiro lugar entre 90 trabalhos científicos apresentados.
O reconhecimento ocorreu no XLI Congresso Brasileiro de Psiquiatria, realizado em Brasília. Na ocasião, Gisele apresentou o estudo “A dependência digital e sua repercussão na saúde mental de estudantes de medicina”, tema que nasceu da observação das mudanças comportamentais provocadas pelo uso excessivo das tecnologias.
ESCOLHA DO TEMA
Sobre a escolha do tema da pesquisa, Gisele explica:
“A escolha do tema ‘Dependência digital e sua repercussão na saúde mental de estudantes de medicina’ foi motivada pela percepção de que o uso excessivo de tecnologias digitais se tornou um fenômeno global, com impactos cada vez mais evidentes na qualidade de vida, no bem-estar emocional e nas relações sociais. Em um mundo conectado 24 horas por dia, a fronteira entre uso saudável e uso prejudicial tem se tornado tênue, especialmente entre jovens adultos expostos constantemente a demandas acadêmicas, sociais e emocionais mediadas por dispositivos eletrônicos”.
A professora também comenta por que os estudantes de Medicina foram o foco da investigação.
“Dentro desse cenário amplo, os estudantes de medicina foram escolhidos como público-alvo por representarem um grupo particularmente vulnerável. A formação médica exige alta carga horária de dedicação aos estudos, pressão por desempenho, exposição a conteúdos digitais e necessidade de constante atualização. Esses fatores, somados ao estresse e à busca por produtividade, podem favorecer comportamentos de dependência digital e ampliar riscos para ansiedade, depressão, insônia e redução da qualidade de vida”.
Gisele reforça a importância do estudo para a formação médica.
“Investigar esse tema permite não apenas compreender problemática contemporânea de relevância mundial, mas também identificar como ela afeta um grupo estratégico para o futuro da saúde. A pesquisa busca gerar evidências que contribuam para intervenções preventivas, promoção de hábitos digitais saudáveis e fortalecimento da saúde mental no ambiente de formação médica”.
PREMIAÇÃO
A docente recorda com emoção o momento da premiação.
“O momento da premiação foi extremamente significativo, tanto pessoal quanto profissionalmente. Estar entre tantos trabalhos qualificados e ver minha pesquisa reconhecida proporcionou sensação profunda de gratidão e validação. Foi um instante de confirmação de que investigar um tema atual, relevante e sensível realmente contribui para o debate científico e para a formação de futuros profissionais de saúde. Receber esse reconhecimento em meio a tantos trabalhos de alto nível reforçou minha confiança como pesquisadora e fortaleceu meu compromisso em seguir investigando questões que impactam diretamente a saúde e o bem-estar dos estudantes e da comunidade acadêmica”.

IMPACTO
Gisele destaca o impacto desse reconhecimento no UNIFAGOC.
“Este prêmio reflete diretamente o compromisso do UNIFAGOC com a pesquisa científica de qualidade. A Instituição tem investido continuamente na formação crítica de seus estudantes e docentes, incentivando a produção de conhecimento relevante e alinhado às demandas contemporâneas da saúde. O reconhecimento recebido demonstra que o ambiente acadêmico promovido pelo UNIFAGOC, pautado por rigor metodológico, ética, incentivo à investigação e apoio à inovação, produz resultados concretos e competitivos mesmo em cenários de alta exigência científica”.
Além disso, a docente afirma que o prêmio reforça que o UNIFAGOC não apenas estimula a pesquisa, mas também acredita em sua capacidade de transformar a prática profissional, qualificar a formação médica e impactar positivamente a sociedade.
“Ver um estudo desenvolvido na Instituição alcançar destaque revela que os esforços coletivos de professores, alunos e gestão acadêmica estão no caminho certo, fortalecendo cada vez mais a cultura científica da universidade”.
CONGRESSO BRASILEIRO DE PSIQUIATRIA 2025
Neste ano, a professora retornou ao Congresso Brasileiro de Psiquiatria. Gisele apresentou novo trabalho voltado à Economia da Saúde.
“Neste congresso apresentei trabalho sobre Economia da Saúde, cujo tema é ‘Análise econômica do transtorno depressivo no Brasil e diferenças regionais em 2023: uma realidade do Sistema Único de Saúde’”.
Gisele aponta como a participação fortalece o diálogo entre ética, ciência e ensino superior.
“A participação nessa premiação contribui de maneira significativa para ampliar o diálogo entre ética, ciência e ensino superior, pois reforça a importância de produzir conhecimento que não apenas seja metodologicamente rigoroso, mas também socialmente responsável. Ao abordar temas sensíveis, como a saúde mental e o impacto das tecnologias na formação médica, a pesquisa evidencia a necessidade de incorporar reflexões éticas em todas as etapas da investigação científica”.
RELEVÂNCIA DOS EVENTOS CIENTÍFICOS
A professora também comenta a relevância dos eventos científicos para o cenário nacional e para instituições de ensino.
“Eventos científicos como esse têm papel fundamental no fortalecimento da pesquisa no Brasil, pois criam espaços de visibilidade, troca de conhecimento e estímulo à produção científica de qualidade. Para Instituições como o UNIFAGOC, a importância é ainda maior. A participação e o reconhecimento em eventos desse porte fortalecem a cultura de pesquisa dentro da Instituição, estimulam estudantes e docentes a se engajarem em projetos inovadores e demonstram que a produção acadêmica local é capaz de dialogar com o cenário científico mais amplo”.
DICAS
Gisele deixa orientações para quem está começando no campo da pesquisa.
“Aos alunos e professores que estão iniciando suas jornadas como pesquisadores, minha principal dica é cultivar a curiosidade. A pesquisa nasce de perguntas genuínas, da inquietação diante de problemas reais e da vontade de compreender melhor o mundo. Permitam-se questionar, explorar e aprender continuamente”.
A professora reforça ainda princípios fundamentais da atividade científica.
“Outra orientação essencial é valorizar o rigor científico e a ética em pesquisa. Desde a escolha do tema até a apresentação dos resultados, sigam métodos sólidos, busquem referências confiáveis e mantenham postura ética em todas as etapas. A ciência exige precisão, responsabilidade e humildade, reconhecer limites, revisar caminhos e aprender com os erros faz parte do processo”.
A docente também destaca a importância da ética desde os passos iniciais do estudo.
“Compreendam que a ética não é complemento da pesquisa, é o seu alicerce. Uma investigação só tem valor real quando respeita as pessoas, os dados e a sociedade que ela pretende beneficiar. Pensem cuidadosamente sobre quem será impactado pelo estudo, quais riscos podem existir e como garantir proteção, privacidade e respeito aos participantes”.
Por fim, a professora orienta sobre a importância do cumprimento das normas e da integridade científica.
“Também é fundamental compreender e seguir rigorosamente as normas e diretrizes, como a Resolução CNS 466/12. Saber preparar um TCLE adequado, justificar riscos e descrever benefícios não é apenas requisito burocrático, é um compromisso com a dignidade humana. Outra dica essencial é manter postura íntegra durante todo o processo: coletar dados com honestidade, evitar manipulações, respeitar confidencialidade, reconhecer limitações e dar crédito às fontes”.
A participação da professora Gisele em mais um Congresso nacional reforça o papel do UNIFAGOC na construção de conhecimento relevante e na formação de profissionais comprometidos com a ciência, a ética e a qualidade da Saúde no Brasil.
