Terapia Ocupacional

A prática da Terapia Ocupacional na saúde mental: atuação em CAPS e reabilitação psicossocial

Publicado em 03/08/2026
por Blog UNIFAGOC

 

Uma terapeuta ocupacional jovem com uma prancheta e caneta observa e faz anotações enquanto uma mulher mais velha realiza um exercício, levantando um pequeno haltere azul-petróleo acima da cabeça com o braço direito. Ambas estão em um ambiente interno com parede verde e detalhes em madeira.

 

A Terapia Ocupacional (TO) tem expandido sua presença no mercado brasileiro ao contribuir para o tratamento em áreas como gerontologia, reabilitação e saúde mental, com busca crescente por profissionais em equipamentos de saúde pública, a exemplo dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

 

Um levantamento feito pelo Ministério da Previdência Social (MPS) afirma que, em 2024, houve mais de 472 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais no Brasil — um aumento de 67% em relação ao ano anterior e o maior número já registrado.

 

O cuidado com a saúde mental dentro desse cenário, no qual ansiedade, depressão e burnout se tornaram frequentes, exige ir além de um diagnóstico: requer a recuperação da qualidade de vida e da autonomia, papel desempenhado pela TO. Continue a leitura para entender como esse profissional atua na saúde mental e de que forma o mercado o absorve.

 

Os diferenciais clínicos e humanos da Terapia Ocupacional

 

De acordo com a Federação Mundial de Terapeutas Ocupacionais (WFOT), a Terapia Ocupacional “promove a saúde e o bem-estar ao apoiar a participação em ocupações significativas que as pessoas desejam, precisam ou são esperadas que façam”.

 

No contexto da saúde mental, “ocupação” refere-se a todas as atividades que estruturam a vida cotidiana: desde o autocuidado básico e as tarefas domésticas até o trabalho, o estudo e a convivência social.

 

Nesse cenário, o grande diferencial da área está em não focar exclusivamente na doença ou no diagnóstico. De forma complementar à atuação médica e psicológica, o terapeuta ocupacional utiliza as atividades cotidianas como recurso terapêutico, avaliando de que forma o transtorno afeta a autonomia do paciente.

 

O profissional desenvolve planos de ação alinhados à realidade de cada paciente, o que pode envolver desde a organização de horários de sono, higiene e alimentação até o treino gradual para realizar tarefas do dia a dia, como utilizar o transporte público, fazer compras ou retomar o trabalho.

 

Somado a isso, o acompanhamento inclui oficinas terapêuticas voltadas para a concentração, a expressão de sentimentos e o convívio em grupo.

 

Mercado de trabalho: CAPS, reabilitação e um setor em expansão

 

A busca por terapeutas ocupacionais está em alta no Brasil. Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), houve um aumento de 34% na procura entre 2022 e 2024. Impulsionada também pelo crescimento de casos de saúde mental no país, a categoria se consolida cada vez mais como essencial tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada.

 

Na rede pública, os CAPS são um espaço estratégico de atuação. Neles, o profissional trabalha diretamente no acolhimento de crises, na elaboração do Projeto Terapêutico Singular (PTS) e na condução de oficinas terapêuticas.

 

Essa mesma lógica de cuidado contínuo se estende às Unidades Básicas de Saúde (UBS), que também contam com a área para ações de prevenção e suporte em saúde mental. Além disso, o alcance da profissão abrange outras frentes como:

 

  • Enfermarias e hospitais psiquiátricos: acompanha a estabilização do quadro agudo e prepara o paciente para a alta.
  • Residências terapêuticas: apoia a retomada de rotinas domésticas e a convivência comunitária de moradores egressos de internações prolongadas.
  • Programas de reabilitação psicossocial: auxilia o retorno gradual ao trabalho, ao estudo e aos vínculos sociais.

 

Com tantas oportunidades somente em um dos campos possíveis na TO, fica claro o papel central que ela ocupa dentro da saúde brasileira. 

 

Formação prática e humanizada no UNIFAGOC

 

Com essa expansão da demanda, torna-se essencial ter uma base acadêmica sólida, capaz de unir o rigor técnico, a vivência prática e a sensibilidade no cuidado para uma atuação segura e valorizada no mercado.

 

O curso de Terapia Ocupacional do UNIFAGOC responde a essa necessidade com uma matriz curricular atualizada — que contempla estágios em saúde mental e disciplinas voltadas à reabilitação psicossocial —, corpo docente experiente e infraestrutura de laboratórios.

 

Dessa forma, o objetivo é aproximar o estudante da realidade do que é exigido no dia a dia da profissão, seja na prática individual ou em equipes multidisciplinares nos CAPS e em outros serviços da rede de atenção.

 

Se o seu objetivo é fazer a diferença na saúde por meio da autonomia e do cuidado, conheça a estrutura do curso de Terapia Ocupacional do UNIFAGOC e dê o próximo passo na sua formação.