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Geriatria: conheça a atuação e o caminho para se tornar especialista
Publicado em 31/10/2026
por Blog UNIFAGOC

De acordo com o Censo do IBGE, em 2022, mais de 32 milhões de brasileiros — 15,8% da população — tinham 60 anos ou mais, proporção que, segundo projeções do instituto, deve chegar a 37,8% até 2070. Por outro lado, a edição de 2025 da Demografia Médica no Brasil registrou 3.167 especialistas em Geriatria.
Esse cenário reforça a relevância da Geriatria e a necessidade de profissionais preparados para atender às demandas de saúde da população idosa. A especialidade envolve ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, com atenção às diferentes dimensões do envelhecimento.
Continue a leitura para conhecer mais sobre o caminho até a Geriatria e as atividades de profissionais dessa área.
O que faz o médico geriatra?
Na prática, o geriatra realiza uma avaliação ampla do paciente, considerando aspectos clínicos, funcionais, cognitivos e psicossociais relacionados ao envelhecimento, abordagem que permite avaliar a funcionalidade e a autonomia da pessoa idosa, aspectos que não se resumem à presença de diagnósticos.
Entre as situações acompanhadas estão alterações de memória, atenção e raciocínio, assim como quedas e fragilidade, manifestações que podem ocorrer em conjunto com outras doenças. Nesses casos, o geriatra também precisa considerar os tratamentos em uso e os riscos de interações medicamentosas, especialmente quando há polifarmácia.
O geriatra também pode atuar em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), na atenção domiciliar e em cuidados paliativos, nos quais contribui para o controle de sintomas e a qualidade de vida de pacientes com doenças graves ou avançadas.
Essa diversidade de funções e a complexidade da abordagem exigem competências específicas de quem escolhe se especializar na área.
O perfil de um bom profissional de geriatria
Além do conhecimento clínico, a atuação do geriatra exige habilidades de comunicação e diálogo. Em muitos casos, familiares e cuidadores também participam do acompanhamento e precisam compreender as orientações e as condutas propostas pelo profissional.
Por isso, é importante saber esclarecer dúvidas, ouvir as dificuldades de quem participa da rotina de cuidados e conduzir essas conversas sem deixar a pessoa idosa em segundo plano nas decisões.
O trabalho também envolve a colaboração com profissionais de outras áreas, como fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e fonoaudiólogos. Nesse contexto, a visão sistêmica permite ao geriatra articular as contribuições de cada área. A troca de informações permite alinhar as condutas e dar continuidade ao acompanhamento do paciente.
Essas competências podem partir de características de cada um, mas também são desenvolvidas ao longo da formação médica e aprofundadas durante a especialização.
O caminho para a especialização em Geriatria
Na residência médica, a Geriatria é uma especialidade com pré-requisito em Clínica Médica, assim como a Cardiologia, por exemplo. Para ingressar no programa, o médico precisa comprovar formação nessa área, o que pode ser feito pela conclusão de dois anos de residência ou pela apresentação de título de especialista em Clínica Médica com Registro de Qualificação de Especialista (RQE), conforme a regulamentação da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).
Concluída essa etapa, o médico ingressa na residência em Geriatria, que tem mais dois anos de duração. Durante esse período, aprofunda seus conhecimentos clínicos e direciona sua formação para o cuidado especializado da pessoa idosa, considerando as particularidades do envelhecimento.
Há ainda a possibilidade de obter o título de especialista em Geriatria por meio do exame de suficiência da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB), desde que o médico atenda aos requisitos de formação e experiência previstos em edital.
Mesmo com um percurso de formação mais longo que o de algumas outras especializações, o mercado de trabalho apresenta perspectivas favoráveis para quem escolhe a área. O artigo Retratos do Brasil: como estamos em 2025?, publicado na revista Geriatrics, Gerontology and Aging, aponta que a demanda por cuidados geriátricos no país supera a capacidade atual de atendimento, indicando um cenário de expansão e boas perspectivas de empregabilidade para geriatras.
A formação em Medicina do UNIFAGOC como base para a especialização
Embora a especialização aconteça após a graduação, a construção de uma base clínica consistente começa durante o curso de Medicina. O contato com diferentes condições de saúde e com as necessidades de pacientes em distintas fases da vida contribui para preparar o futuro médico para os desafios da prática profissional e para os próximos passos da formação.
No curso de Medicina do UNIFAGOC, a matriz curricular contempla as disciplinas Atenção Integral à Saúde do Adulto e do Idoso I, II e III, proporcionando contato direcionado com temas relacionados à saúde dessas duas faixas etárias. Já no internato, realizado entre o 9º e o 12º períodos, os estudantes vivenciam o atendimento a pacientes em diferentes áreas, incluindo Clínica Médica, aplicando os conhecimentos clínicos sob supervisão médica.
Essa formação oferece uma base importante para quem pretende seguir diferentes caminhos na Medicina, incluindo a Geriatria. Conheça o curso de Medicina do UNIFAGOC e saiba mais sobre a estrutura da graduação.
