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CEP UNIFAGOC completa 10 anos e consolida compromisso com ética, pesquisa e proteção aos participantes

Publicado em 18/09/1992
por Aline Ceolin
Ao longo de uma década, o Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos já avaliou aproximadamente 330 projetos e ampliou sua atuação na orientação de estudantes, pesquisadores e instituições de Ubá e região.

 

 

A pesquisa científica ocupa papel fundamental na produção de conhecimento e na transformação da sociedade. Quando envolve seres humanos, porém, também exige responsabilidade, cuidado e respeito à dignidade de cada participante. É nesse contexto que atua o Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEP) do UNIFAGOC, que completa 10 anos de trajetória em 2026.

 

Criado em período de crescimento e fortalecimento da pesquisa científica na Instituição, o CEP surgiu diante da necessidade de contar com estrutura própria para realizar a análise ética de estudos envolvendo seres humanos, garantindo a proteção dos participantes e o cumprimento das normas vigentes.

 

Ao longo da década, o Comitê acompanhou o amadurecimento da produção acadêmica do UNIFAGOC e passou a desempenhar também papel educativo, orientando estudantes e pesquisadores sobre os cuidados éticos que devem estar presentes em todas as etapas da pesquisa.

 

AVANÇO IMPORTANTE

 

Para Gisele Fófano, professora assistente do curso de Medicina e coordenadora do CEP/UNIFAGOC, a implantação do Comitê representou avanço importante para a Instituição.

 

A criação do Comitê de Ética em Pesquisa do UNIFAGOC ocorreu em um contexto de crescimento e fortalecimento da pesquisa científica na Instituição. À medida que aumentavam as atividades de pesquisa envolvendo seres humanos, tornou-se fundamental contar com estrutura própria para realizar a análise ética desses estudos, garantindo a proteção dos participantes e o cumprimento das normas éticas vigentes”, afirma a docente.

 

Segundo Gisele, a criação do CEP também ajudou a consolidar a pesquisa como parte essencial da atuação institucional.

 

A implantação do CEP representou importante avanço para o UNIFAGOC, pois consolidou a pesquisa como um dos pilares da Instituição, juntamente com o ensino e a extensão. Hoje, ao completar 10 anos, o CEP representa trajetória de amadurecimento institucional e de compromisso com uma ciência responsável, ética e socialmente comprometida”, ressalta a coordenadora.

 

CULTURA DE ÉTICA EM PESQUISA

 

Nos primeiros anos de funcionamento, o CEP enfrentou o desafio de ajudar a construir dentro da Instituição uma compreensão mais ampla sobre ética em pesquisa. Era necessário orientar pesquisadores, estudantes e professores sobre a importância da submissão dos projetos e sobre os princípios que envolvem estudos com seres humanos.

 

Gisele destaca que essa conscientização também precisou superar uma percepção limitada sobre quais pesquisas precisam passar pela avaliação ética.

 

Nos primeiros anos, um dos grandes desafios foi a consolidação de cultura de ética em pesquisa dentro da Instituição. Era necessário orientar pesquisadores, estudantes e professores sobre a importância da submissão dos projetos ao CEP e sobre os princípios éticos que envolvem pesquisas com seres humanos. E que não é somente pesquisas da área da saúde que devem ser submetidas ao CEP, mas toda pesquisa que envolve humanos, independente da área do conhecimento”, conta.

 

Paralelamente ao trabalho educativo, o próprio Comitê precisou ser estruturado e fortalecido.

 

Outro desafio foi estruturar e fortalecer o próprio funcionamento do Comitê, com a formação de colegiado qualificado, a capacitação contínua de seus membros e a organização dos processos de avaliação dos protocolos de pesquisa”, comenta Gisele.

 

Ao longo dos anos, esse trabalho contribuiu para consolidar o CEP dentro do UNIFAGOC e ampliar sua presença na comunidade científica regional. O Comitê também passou a receber projetos provenientes de outras instituições, ampliando seu alcance para além dos limites acadêmicos do próprio Centro Universitário.

 

Ao longo dessa década, tivemos importantes conquistas. O CEP se consolidou como referência dentro do UNIFAGOC e na comunidade científica da região, uma vez que recebemos projetos de outras instituições. Houve crescimento expressivo no número de projetos submetidos, maior envolvimento da comunidade acadêmica e fortalecimento da cultura ética na pesquisa. Também destaco a qualificação contínua dos membros e o reconhecimento da importância do CEP como espaço de orientação, capacitação e diálogo com os pesquisadores”, ressalta a docente.

 

CERCA DE 330 PROJETOS AVALIADOS

 

Em 10 anos de atuação, o CEP/UNIFAGOC já avaliou aproximadamente 330 projetos de pesquisa envolvendo seres humanos. O número acompanha o crescimento da atividade científica e demonstra a dimensão do trabalho realizado pelo Comitê ao longo da última década.

 

Ao longo desses 10 anos de atuação, o CEP/UNIFAGOC já avaliou aproximadamente 330 projetos de pesquisa envolvendo seres humanos. Esse número demonstra o crescimento da atividade científica ao longo dos anos e também a confiança dos pesquisadores no trabalho desenvolvido pelo Comitê. Mais do que dado quantitativo, cada projeto representa uma oportunidade de contribuir para a produção de conhecimento, sempre com o compromisso de garantir o respeito, a dignidade e a proteção dos participantes da pesquisa”, afirma.

 

O crescimento na quantidade de projetos submetidos acompanha, de acordo com Gisele, o fortalecimento da pesquisa científica no UNIFAGOC e a ampliação da produção acadêmica nos cursos de graduação.

 

Ao longo dos anos observamos crescimento significativo no número de projetos submetidos ao CEP. Esse aumento acompanha o fortalecimento da pesquisa científica pelo UNIFAGOC e a ampliação da produção acadêmica nos cursos de graduação. Alguns fatores contribuíram para esse crescimento, como o maior incentivo à iniciação científica, implantação do Centro de Estudos em Saúde, o aumento da qualificação dos docentes e a ampliação das atividades de pesquisa e a maior compreensão da comunidade acadêmica sobre a importância da avaliação ética”, conta Gisele.

 

Nesse processo, o próprio CEP passou a ocupar espaço cada vez mais próximo de estudantes e pesquisadores.

 

Além disso, acredito que o trabalho de orientação realizado pelo próprio CEP também contribuiu para esse processo. Ao longo dos anos, o Comitê deixou de ser visto apenas como uma instância de avaliação e passou a ser reconhecido também como espaço de apoio e orientação aos pesquisadores”, afirma.

 

PROTEGER QUEM PARTICIPA DA PESQUISA

 

A atuação do CEP parte de premissa essencial: pesquisas envolvendo seres humanos precisam ser conduzidas com responsabilidade ética. O Comitê analisa aspectos relacionados aos riscos e benefícios dos estudos, ao consentimento dos participantes, à confidencialidade das informações e à adequação dos procedimentos metodológicos sob a perspectiva ética.

 

O CEP tem importância fundamental dentro de uma Instituição de ensino superior porque toda pesquisa envolvendo seres humanos deve ser desenvolvida com responsabilidade ética”, destaca a docente.

 

Gisele explica que o trabalho do Comitê está diretamente relacionado à proteção dos direitos, da dignidade, da segurança e do bem-estar dos participantes.

 

O papel do Comitê é avaliar se os direitos, a dignidade, a segurança e o bem-estar dos participantes estão sendo respeitados. Para isso, analisamos aspectos como os riscos e benefícios da pesquisa, o processo de consentimento dos participantes, a confidencialidade das informações e a adequação dos procedimentos metodológicos sob a perspectiva ética”, explica.

 

Além da análise dos protocolos, o CEP também contribui para a formação acadêmica.

 

Dentro do UNIFAGOC, o CEP também exerce importante papel educativo, contribuindo para a formação de estudantes e pesquisadores mais conscientes sobre a responsabilidade que envolve a produção do conhecimento científico”, comenta a coordenadora.

 

A proteção dos participantes está no centro da atuação do Comitê. Para Gisele, isso significa garantir que ninguém seja exposto a riscos desnecessários e que a participação aconteça de forma livre, esclarecida e respeitosa.

 

A análise ética contribui para verificar, por exemplo, se os participantes receberão todas as informações necessárias sobre a pesquisa, se poderão decidir livremente participar ou não, se terão sua privacidade e confidencialidade preservadas e se os possíveis riscos foram adequadamente identificados e minimizados”, explica.

 

Para a coordenadora, ética e qualidade científica são dimensões inseparáveis da pesquisa.

 

Ao mesmo tempo, o trabalho do CEP também fortalece a qualidade da produção científica. Uma pesquisa eticamente bem conduzida tende a ser mais responsável, transparente e socialmente relevante. Ética e qualidade científica caminham juntas, porque não existe ciência de excelência se os direitos e a dignidade das pessoas não forem respeitados”, afirma a professora.

 

DA ENTREVISTA À PESQUISA CLÍNICA

 

O trabalho do CEP alcança diferentes modalidades de pesquisa. Entre estudantes e pesquisadores, algumas dúvidas aparecem com frequência, principalmente relacionadas à necessidade de submissão dos projetos, ao preenchimento da Plataforma Brasil, entre outros.

 

O CEP avalia pesquisas que envolvem seres humanos de forma direta ou indireta. Isso inclui estudos com entrevistas com utilização de questionários ou formulários, pesquisa clínica, coleta de dados em serviços de saúde, relatos de caso e relatos de experiências. Entre as dúvidas mais frequentes estão questões relacionadas à necessidade de submissão do projeto ao CEP, ao preenchimento da Plataforma Brasil, à elaboração do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, riscos e benefícios da pesquisa”, conta.

 

Por isso, a orientação ocupa espaço importante na rotina do Comitê. Segundo Gisele, o objetivo é fazer com que a preocupação ética seja incorporada desde o momento em que a pesquisa começa a ser planejada.

 

Parte importante do trabalho do CEP é orientar pesquisadores e estudantes. Muitas vezes, a dúvida não está apenas na documentação, mas na compreensão de que a ética deve estar presente desde o planejamento inicial da pesquisa”, destaca Gisele.

 

COMITÊ QUE ATENDE UBÁ E REGIÃO

 

A existência de CEP próprio também amplia a capacidade do UNIFAGOC de desenvolver e apoiar pesquisas científicas. Para os estudantes e pesquisadores, isso significa contar com Comitê que conhece a realidade institucional e pode oferecer orientação durante o desenvolvimento dos estudos.

 

Possuir CEP próprio é extremamente importante porque fortalece a autonomia e a capacidade de desenvolvimento científico do UNIFAGOC. Os estudantes e pesquisadores têm acesso a Comitê que compreende a realidade institucional e que está disponível para orientar durante todo o processo de desenvolvimento das pesquisas”, comenta da docente.

 

A atuação, contudo, não se restringe à comunidade acadêmica do UNIFAGOC.

 

O CEP/UNIFAGOC tem importância que ultrapassa os limites da instituição. O CEP também atende e recebe projetos de pesquisadores e instituições da comunidade científica de Ubá e região, contribuindo para que mais estudos sejam desenvolvidos dentro dos princípios éticos”, ressalta Gisele.

 

Nesse sentido, a presença de Comitê na região também facilita o acesso à orientação e fortalece a cultura científica local.

 

Ter um CEP na região também facilita o acesso dos pesquisadores à orientação ética e fortalece a cultura científica local. Isso representa importante serviço à comunidade acadêmica e à sociedade”, destaca.

 

HISTÓRIA QUE SE CONFUNDE COM A TRAJETÓRIA DE GISELE

 

A comemoração dos 10 anos do CEP tem significado especial para Gisele. Sua trajetória na área de ética em pesquisa já soma mais de 18 anos, e sua história profissional está diretamente ligada aos primeiros passos do Comitê do UNIFAGOC.

 

Para mim, estar à frente do CEP/UNIFAGOC neste momento em que o Comitê completa 10 anos é motivo de muita honra e também de grande responsabilidade. Minha trajetória com a ética em pesquisa envolve mais de 18 anos de experiência e, desde 2019, tenho a oportunidade de atuar na coordenação do CEP do UNIFAGOC”, celebra a coordenadora.

 

A relação com o Comitê, porém, começou antes da coordenação. Quando o CEP iniciou suas atividades, Gisele participou da capacitação dos primeiros integrantes, período que também marcou o início de sua trajetória docente no UNIFAGOC.

 

Quando o Comitê iniciou suas atividades, fui responsável pela capacitação de seus primeiros membros, momento que também marcou o início da minha trajetória docente no UNIFAGOC. Ter participado desse processo desde os primeiros passos do CEP torna essa comemoração ainda mais especial e significativa para mim”, conta a docente.

 

Desde 2019, na coordenação, Gisele acompanha de perto o crescimento e o amadurecimento do Comitê.

 

Acompanhar o crescimento do Comitê ao longo desses anos e perceber seu amadurecimento é algo muito significativo para mim. Mais do que avaliar projetos, pude acompanhar a evolução da compreensão sobre a ética em pesquisa dentro da Instituição e ver pesquisadores e estudantes cada vez mais conscientes da importância desse compromisso”, relembra.

 

Para a professora, uma das maiores conquistas foi justamente contribuir para que o CEP se consolidasse como espaço de diálogo, orientação e proteção.

 

Uma das maiores conquistas foi justamente contribuir para que o CEP se consolidasse como um espaço de diálogo, orientação e proteção. Ver o crescimento da produção científica, o fortalecimento do Comitê e o envolvimento dos membros ao longo dessa trajetória é algo que me marca profundamente”, relata Gisele.

 

A experiência de participar da construção dessa história também é motivo de gratidão.

 

Acima de tudo, considero grande satisfação fazer parte de uma história construída coletivamente, ao lado de pessoas comprometidas com a ética, a pesquisa e a valorização da ciência”, destaca.

 

DA EXPERIÊNCIA NO CEP À VISIBILIDADE INTERNACIONAL

 

Entre as experiências que marcaram a trajetória de Gisele está a participação no Brazilian Meeting on Research Integrity, Science and Publication Ethics (VII BRISPE), evento dedicado à integridade em pesquisa, ciência e ética nas publicações científicas.

 

Durante o encontro, a professora apresentou pesquisa desenvolvida a partir da experiência e do trabalho realizado no âmbito do CEP/UNIFAGOC. A apresentação abriu caminho para outro reconhecimento: o convite para publicação do estudo no periódico Research Integrity and Peer Review, da Springer Nature.

 

Nessa ocasião, tive a oportunidade de apresentar pesquisa desenvolvida a partir da experiência e do trabalho realizado no âmbito do CEP/UNIFAGOC. O reconhecimento alcançado foi ainda mais significativo quando, a partir da apresentação do estudo, fomos convidados a publicar o trabalho no periódico Research Integrity and Peer Review, da Springer Nature”, conta a docente.

 

O convite representou, para Gisele, reconhecimento ao trabalho desenvolvido e também ao potencial de pesquisas produzidas a partir da atuação de Comitês de Ética em Pesquisa.

 

Para mim, esse momento teve significado muito especial, porque representou o reconhecimento de trabalho construído com muita dedicação e compromisso com a ética em pesquisa. Além de ser conquista pessoal e profissional, considero também uma conquista do CEP/UNIFAGOC, pois demonstra que o trabalho desenvolvido por nosso Comitê pode ultrapassar os limites da Instituição, contribuir para o debate científico sobre integridade em pesquisa e alcançar visibilidade em espaços científicos de relevância internacional”, explica.

 

A experiência também reforçou compreensão mais ampla sobre o papel do CEP.

 

Sem dúvida, foi um momento que reforçou em mim a certeza de que o trabalho desenvolvido dentro do Comitê de Ética em Pesquisa vai muito além da avaliação de protocolos: ele também pode gerar conhecimento, promover reflexões e contribuir para o avanço da ética e da integridade na ciência”, ressalta.

 

NOVOS DESAFIOS PARA A ÉTICA EM PESQUISA

 

Depois de uma década marcada pela consolidação do Comitê, os próximos anos também apresentam desafios importantes. O cenário nacional passa por transformações, especialmente a partir da Lei nº 14.874/2024.

 

Os próximos anos certamente trarão novos desafios para o CEP/UNIFAGOC e para todo o Sistema de Ética em Pesquisa no Brasil. Estamos vivendo momento importante de transformação, especialmente com a publicação da Lei nº 14.874/2024, que instituiu novo marco para a pesquisa com seres humanos no país e criou o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos — SINEP”, aponta Gisele.

 

Nesse novo panorama, a Instância Nacional de Ética em Pesquisa (INAEP) assume papel relacionado à orientação, normatização, credenciamento e acompanhamento dos Comitês de Ética em Pesquisa. Para os integrantes do CEP, a mudança exige atualização e adaptação contínuas.

 

Nesse novo cenário, a Instância Nacional de Ética em Pesquisa passa a exercer papel fundamental na orientação, normatização, credenciamento e acompanhamento dos Comitês de Ética em Pesquisa. Para nós, esse período representa importante desafio de conhecimento, atualização e adaptação. Será necessário acompanhar atentamente as novas regulamentações e apoiar toda a comunidade acadêmica — pesquisadores, professores e estudantes — na compreensão e na incorporação dessas mudanças em suas práticas de pesquisa”, comenta.

 

Outro ponto destacado por Gisele é a implementação de nova ferramenta para tramitação dos protocolos de pesquisa no sistema nacional. A mudança exigirá preparação tanto dos Comitês quanto dos pesquisadores.

 

Outro aspecto importante será a implementação de nova ferramenta para a tramitação dos protocolos de pesquisa no âmbito do sistema nacional. A transição para novas formas de submissão e acompanhamento dos processos exigirá preparação e adaptação tanto dos CEPs quanto dos pesquisadores. Por isso, um dos nossos principais objetivos para os próximos anos é investir ainda mais na capacitação contínua dos membros do Comitê e na orientação da comunidade acadêmica, para que essa transição ocorra de forma segura e responsável”, afirma Gisele.

 

Mesmo diante das mudanças, a perspectiva é manter e ampliar o caráter educativo do CEP.

 

Acredito que, diante dessas mudanças, o CEP/UNIFAGOC precisará continuar fortalecendo seu papel não apenas como instância de análise ética, mas também como espaço educativo, de diálogo e de apoio aos pesquisadores”.

 

Para os próximos anos, o Comitê pretende continuar investindo na capacitação de seus integrantes e pesquisadores e ampliar a cultura de ética em pesquisa no UNIFAGOC e na região.

 

Os próximos anos certamente trarão novos desafios. A ciência está em constante transformação, e novas formas de produzir e utilizar informações exigem que estejamos continuamente atentos às questões éticas. Um dos nossos principais objetivos é continuar fortalecendo a atuação do CEP, investindo na capacitação contínua dos membros e dos pesquisadores e ampliando cada vez mais a cultura de ética em pesquisa dentro do UNIFAGOC e na região. Também queremos manter o CEP como espaço de orientação, diálogo e apoio à comunidade científica”, destaca.

 

ÉTICA COMO PARTE DE TODA A PESQUISA

 

Ao completar 10 anos, o CEP/UNIFAGOC olha para trajetória construída por centenas de projetos, pela formação de pesquisadores e estudantes e pela consolidação de cultura de responsabilidade científica. Para Gisele, o principal desafio é continuar reforçando que ética não é apenas exigência documental ou etapa burocrática do processo.

 

A mensagem que deixo para a comunidade acadêmica é que a ética não deve ser vista como etapa burocrática da pesquisa. Ela precisa estar presente desde a elaboração da pergunta de pesquisa até a divulgação dos resultados. Pesquisar é grande responsabilidade, especialmente quando a pesquisa envolve pessoas. Fazer ciência é buscar respostas e produzir conhecimento, mas é preciso fazer isso com respeito, responsabilidade, transparência e compromisso com a dignidade humana”.

 

Ao projetar o futuro, a coordenadora reforça que o compromisso com a ética também é compromisso com a própria ciência e com a sociedade.

 

Que possamos continuar construindo uma ciência cada vez mais ética, humana e socialmente responsável. Acredito que essa nova fase da ética em pesquisa no Brasil também seja oportunidade de aprendizado, aperfeiçoamento e fortalecimento do nosso compromisso coletivo com a proteção dos participantes e com a qualidade da ciência que produzimos”.

 

E, ao olhar para os 10 anos já construídos, Gisele resume a importância de seguir fortalecendo esse trabalho:

 

Essa é, sem dúvida, uma das maiores contribuições que podemos oferecer à sociedade”, conclui a coordenadora.

 

Ao completar 10 anos, o CEP/UNIFAGOC reafirma seu compromisso com pesquisa que alia produção de conhecimento, responsabilidade e respeito às pessoas. A trajetória construída ao longo da década, marcada pela avaliação de aproximadamente 330 projetos, pela orientação de pesquisadores e pela atuação junto à comunidade científica de Ubá e região, evidencia o papel do Comitê na consolidação de cultura de ética e integridade na pesquisa.

 

Com novos desafios no cenário nacional, o CEP segue fortalecendo sua atuação para que o avanço científico caminhe sempre ao lado da proteção dos participantes e da valorização da ciência.