Fisioterapia

Fisioterapia neonatal: como o cuidado fisioterapêutico ajuda a aliviar a dor do bebê na UTI

Publicado em 03/06/2026
por Blog UNIFAGOC
Fisioterapia neonatal: como o cuidado fisioterapêutico ajuda a aliviar a dor do bebê na UTI
Reprodução: Pexels/Vidal Balielo Jr.

A internação de um bebê na UTI neonatal exige cuidados especializados e acompanhamento multiprofissional para apoiar a recuperação e a estabilidade clínica do pequeno. 

 

Um estudo observacional com prematuros, publicado na Revista Pesquisa em Fisioterapia (RPF), avaliou a presença de dor após manobras fisioterapêuticas em UTIs neonatais e reforçou a importância da adoção de técnicas humanizadas, além do monitoramento contínuo da dor durante os atendimentos.

 

Nesse contexto, a fisioterapia neonatal desempenha um papel fundamental no cuidado integral do bebê internado. 

 

Por meio de técnicas específicas, o fisioterapeuta atua para favorecer a função respiratória, proporcionar mais conforto, reduzir estímulos estressantes e contribuir para a estabilidade clínica do recém-nascido ao longo do período de internação.

 

A seguir, entenda a importância da fisioterapia neonatal para bebês internados em UTI. 

O que é UTI neonatal?

A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI neonatal) é um setor hospitalar destinado ao atendimento de recém-nascidos que necessitam de cuidados intensivos

 

Geralmente, são bebês prematuros ou que apresentam condições clínicas que exigem monitoramento logo após o nascimento.

 

Nesse ambiente, os pacientes recebem assistência para acompanhar funções vitais, auxiliar no desenvolvimento e garantir suporte durante o processo de recuperação.

 

A equipe multidisciplinar reúne médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais responsáveis por oferecer um cuidado integrado e individualizado.

Qual é a importância da fisioterapia no tratamento de bebês em recuperação na UTI?

A fisioterapia neonatal contribui para diferentes aspectos da recuperação do recém-nascido internado. 

 

Entre as principais funções do profissional estão o acompanhamento da função respiratória, o auxílio no manejo da ventilação mecânica, o posicionamento adequado do recém-nascido e a realização de estímulos que contribuam para o desenvolvimento neuropsicomotor.

 

Além dos benefícios físicos, a atuação humanizada também ajuda a reduzir estímulos dolorosos e situações de estresse, promovendo maior estabilidade fisiológica e contribuindo para uma recuperação mais segura.

Técnicas que podem ser aplicadas

Na fisioterapia neonatal, diferentes técnicas podem ser utilizadas de acordo com as necessidades clínicas de cada bebê. 

 

O objetivo é proporcionar conforto, favorecer a recuperação e apoiar o desenvolvimento de forma segura e individualizada. Algumas delas são: 

 

  • Enrolamento: técnica que envolve posicionar o bebê de maneira contida e acolhedora, simulando a sensação de segurança do útero da mãe. Essa abordagem pode ajudar na redução da agitação, do estresse e da percepção de dor;
  • Posicionamento terapêutico: realizado para melhorar o alinhamento corporal, favorecer a respiração e prevenir desconfortos decorrentes da permanência prolongada no leito;
  • Estímulos sensoriais suaves: incluem estratégias que ajudam a promover conforto, organização neurológica e redução do estresse no recém-nascido, por meio de toques delicados e estímulos controlados;
  • Mobilizações delicadas e técnicas respiratórias: auxiliam na expansão pulmonar, na melhora da ventilação e na eliminação de secreções, sempre respeitando os limites e a estabilidade clínica do bebê.

Essas intervenções são realizadas de forma cuidadosa e integrada ao trabalho da equipe multiprofissional, priorizando o conforto e a recuperação do bebê.

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