Terapia Ocupacional
Terapia ocupacional no SUS: o que é e como funciona?
Publicado em 05/03/2026
por Blog UNIFAGOC

Se você está cursando Terapia Ocupacional, pensando em ingressar no curso ou quer entender melhor esse campo de atuação, conhecer o Sistema Único de Saúde (SUS) é parte fundamental da sua formação.
O SUS é um dos principais campos de emprego para terapeutas ocupacionais no Brasil. Ainda assim, muitos estudantes podem chegar ao final da graduação sem uma visão clara de como essa rede funciona na prática e quais serviços a compõem.
Foi pensando nisso que o blog do UNIFAGOC preparou este texto com um panorama completo sobre esse campo, do funcionamento da rede às oportunidades que ele oferece para quem escolhe a Terapia Ocupacional como profissão. Confira!
Por que o SUS importa para o terapeuta ocupacional?
O Sistema Único de Saúde foi criado pela Constituição Federal de 1988. Antes da sua criação, o acesso à saúde pública no Brasil era restrito a trabalhadores com carteira assinada, vinculados à Previdência Social. Com o SUS, o atendimento passou a ser universal, gratuito e garantido a qualquer cidadão, independentemente de renda, vínculo empregatício ou localização geográfica.
Ele é organizado em torno de três princípios. A universalidade garante que todos tenham direito ao atendimento. A integralidade determina que o cuidado deve considerar a pessoa em sua totalidade, e não apenas a doença isolada. A equidade orienta que os recursos e esforços sejam direcionados conforme as necessidades de cada grupo, reconhecendo que pessoas diferentes precisam de tipos diferentes de atenção.
Na prática, isso significa que qualquer cidadão brasileiro tem direito a atendimento em saúde, em todos os níveis de complexidade, sem distinção.
Para que esse cuidado seja de fato integral, o SUS é estruturado com equipes multiprofissionais, compostas por profissionais de diferentes áreas da saúde atuando de forma conjunta.
A Terapia Ocupacional está presente nessa rede desde a atenção básica até os serviços de alta complexidade, com atuação reconhecida e prevista em diferentes pontos do sistema.
Terapia Ocupacional como profissão de saúde no contexto público
A prática da TO se insere nas áreas de atenção do Sistema Único de Saúde, do Sistema Único de Assistência Social e da Educação, remetendo o profissional a uma atuação clínica, social e educacional que percorre desde a atenção básica até os níveis de maior complexidade.
Essa amplitude é uma das características que torna a profissão tão relevante dentro do setor público.
O terapeuta ocupacional transita por diferentes contextos, adaptando sua abordagem conforme o público atendido e trabalha de forma integrada com outros profissionais de saúde.
Entendendo os níveis de atenção do SUS
Antes de compreender onde o terapeuta ocupacional atua, é necessário entender como o sistema de saúde está estruturado.
O SUS funciona em três níveis de atenção, organizados por complexidade crescente. Entenda melhor cada um deles.
A atenção primária é o primeiro ponto de contato do cidadão com o sistema. Nela estão as Unidades Básicas de Saúde e as equipes da Estratégia de Saúde da Família.
Já a atenção secundária reúne os ambulatórios especializados e serviços de média complexidade, como os Centros de Atenção Psicossocial.
Por fim, a atenção terciária compreende hospitais de alta complexidade, centros de reabilitação e serviços especializados para condições que exigem tecnologia e equipes mais robustas.
Onde o terapeuta ocupacional atua no SUS
Na atenção básica, o terapeuta ocupacional integra as equipes dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica, os chamados NASF-AB.
Esses núcleos foram criados pelo Ministério da Saúde para ampliar a capacidade de resolução das equipes de Saúde da Família, incorporando profissionais de diferentes áreas.
No NASF-AB, o terapeuta ocupacional desempenha papel de prevenir agravos, promover a saúde e possibilitar a independência e a autonomia dos usuários. As ações incluem visitas domiciliares, atividades em grupo, salas de espera, vigilância do desenvolvimento neuropsicomotor em crianças e apoio matricial às equipes da Saúde da Família.
Trabalhar na atenção básica exige uma visão de território. O profissional atende dentro da unidade de saúde, contudo também vai até onde as pessoas vivem, identifica demandas da comunidade e propõe intervenções que façam sentido para aquela realidade específica.
Saúde Mental: os CAPS e a reabilitação psicossocial
Os Centros de Atenção Psicossocial, os CAPS, são serviços especializados em saúde mental dentro do SUS. Eles surgiram como parte da Reforma Psiquiátrica brasileira, com o objetivo de substituir o modelo asilar por um cuidado baseado na comunidade e no território.
A Terapia Ocupacional é uma das categorias previstas na equipe mínima dos CAPS: para CAPS I, três profissionais de nível superior (entre psicólogo, assistente social e terapeuta ocupacional); CAPS II, quatro profissionais; CAPS III, cinco profissionais.
A atuação nesses serviços envolve a coordenação de oficinas terapêuticas, o acompanhamento de projetos de vida, a reinserção social de pessoas com transtornos mentais graves e o trabalho com famílias.
O foco está no controle dos sintomas e na reconstrução da capacidade da pessoa de participar da vida cotidiana.

Reabilitação: os CER e a atenção especializada
Os Centros Especializados em Reabilitação, conhecidos como CER, são serviços de atenção secundária voltados à reabilitação de pessoas com deficiência física, auditiva, visual, intelectual ou múltipla.
O mercado de trabalho absorve os egressos de Terapia Ocupacional nos serviços públicos e privados, com grande inserção em hospitais gerais, hospitais especializados, Centros de Atenção Psicossocial, Núcleos de Apoio à Saúde da Família, Unidades Básicas de Saúde, no Instituto Nacional do Seguro Social, no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador e nos Centros Especializados em Reabilitação.
Nos CER, o terapeuta ocupacional integra equipes multiprofissionais e trabalha com pacientes que apresentam sequelas de acidentes vasculares cerebrais, lesões medulares, doenças neurológicas degenerativas, deficiências congênitas e outras condições que comprometem a funcionalidade.
O objetivo central é restabelecer, dentro das possibilidades de cada caso, a autonomia nas atividades da vida diária.
Outros espaços de atuação no setor público
O SUS não é o único campo público de atuação do terapeuta ocupacional. O terapeuta ocupacional atua em diferentes áreas, incluindo campo social, contextos hospitalares e cuidados paliativos, contexto escolar, ergonomia e qualidade de vida no trabalho, gerontologia, saúde da família, saúde da criança e do adolescente, saúde do adulto, saúde do idoso, saúde do trabalhador e saúde mental.
Isso significa que concursos públicos municipais, estaduais e federais abrem vagas para a categoria em diversas frentes: secretarias de saúde, secretarias de assistência social, INSS, presídios e instituições de ensino público.

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Quem escolhe ser terapeuta ocupacional no serviço público tem a possibilidade de construir uma carreira com sentido, atendendo pessoas que dependem desse cuidado para viver com mais autonomia e dignidade.
Essa trajetória começa na graduação. E a instituição onde você estuda faz diferença no profissional que você vai se tornar.
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